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quarta-feira, 2 de maio de 2012

DEVERES DO MÉDIUM

Muitas pessoas que sabem que tem mediunidade e tem que desenvolver, têm certa insegurança em como é que vai recebe o guia pela primeira vez.
Em primeiro lugar, a pessoa não deve que mexer com sua espiritualidade. Deixe ela agir naturalmente, e você verá que sua espiritualidade irá lhe guiar para o caminho certo.
A Umbanda não é um bicho de sete cabeças. Não tenha medo! Mas que fique bem claro as seguintes regras fundamentais de um médium iniciante ou não umbandista:

  1. No momento que a espiritualidade do médium se manisfesta, ou seja, quer desenvolver, o médium tem que estar ciente do compromisso que está fazendo;
  2. Se o médium acha que não vai conseguir cumprir com o seu compromisso, que é ir dia de sessão para desenvolver, então que peça licença para o seu povo e nao coloque a mão de ninguém na cabeça;
  3. O médium tem que ser, além de ter compromisso, tem que ser responsável;
  4. O médium tem que ter FÉ. Sem ela, o médium não é nada;
  5. O médium não pode ter cabeça fraca. Como por exemplo, achar que tudo o que ele enxerga ou sente, é espiritual. Nem sempre é!;
  6. O médium tem que ter amor às suas entidades protetoras e confiar nelas;
  7. O médium JAMAIS PODE SE PASSAR POR UM GUIA. (infelizmente isso acontece para tristeza das pessoas que buscam um auxílio sério);
  8. O médium tem que saber separar AÇÃO ESPIRITUAL  da AÇÃO MATERIAL;
  9. O médium tem que estar consciente das consequências que vai ter se fizer o mal;
  10. O médium tem que RESPEITAR suas entidades. Tratando-as como se fossem pessoas encarnadas;
  11. O médium tem que ser e/ou aprender a ser HUMILDE;
  12. O médium não tem que ter vergonha da sua religião, pois ela não faz o mal para ninguém. Levando à Deus é o que importa;
  13. O médium tem que ser pontual em dias de gira (sessão);
  14. O médium, enquanto está na corrente para receber seu guia, tem que estar com a cabeça e o coração ali, naquele momento. Jamais o médium deve estar de corpo presente numa sessão e sua cabeça preocupada com coisas materiais;
  15. E por "fim", o médium nunca deve desconfiar de uma entidade verdadeira, nem muito menos testá-la.
Isso é só um resumo sobre os deveres do médium quando entra para a Umbanda.
O resto se aprende com convivência com o pessoal da sessão e dos guias espirituais.
Axé para todos!

Escrito por Andressa Cerqueira

13 de maio

No mês de Maio chega a festa dos Pretos Velhos. Como todos sabemos, ou queremos saber, essas entidades trabalham no pé das almas. São negros escravos que sofreram muito quando encarnados na Terra.
Apesar de estarem entre o caboclo e o povo africano, são entidades de muita luz, evolução e sabedoria para muitas enfermidades.
Muitos pretos velhos têm cruza com a linha africana* e são muito feiticeiros. Eles ajudam em tudo, como: dinheiro, trabalho, saúde, espiritualidade e etc.
Dizem que, quando o médium faz coisas que o preto velho não gosta, como predominar o racismo, não ter amor pela entidade, brincar e debochar, ele fica sentido com o médium, ou seja, fica magoado, chegando ao ponto de abandoná-lo, infelizmente.
Essas entidades são muito delicadas porque, enquanto encarnados, sofreram muito, então esperam de seu médium atitudes de amor e carinho, não só com eles, mas com qualquer pessoa próxima do médium.
Eles tem paciência com pessoas idosas e adoram crianças.
Aproveitem, não só esse dia em que se comemora o dia dos Pretos Velhos, mas como todos os dias para agradecer principalmente, e depois pedir o que você quer alcançar, mas sempre respeitando essas entidades e nunca pisando nos outros para concretizar seu objetivo. Não fazendo isso, tenho certeza que os Pretos Velhos irão lhe ajudar dentro do meu merecimento.

REFERÊNCIAS:
* Linha Africana -> é uma linha na Umbanda em que é cultuada somente no sul do Brasil. Essa linha trabalha junto ao exú, podendo trazer consigo o cruzamento entre africanos e pretos velhos.

Escrito por Andressa Cerqueira

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Allan Kardec, O Codificador do Espiritismo

Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon, França, em 3 de outubro de 1804. Estudou em Yverdun (Suíça) com o célebre Johann Heinrich Pestalozzi, de quem se tornou um eminente discípulo e colaborador. Aplicou-se à propaganda do sistema de educação que exerceu tão grande influência sobre a reforma dos estudos na França e na Alemanha. Lingüista insigne, falava alemão, inglês, italiano, espanhol e holandês. Traduziu para o alemão excertos de autores clássicos franceses, especialmente os escritos de Fénelon (François de Salignac de la Mothe).
Rivail, o educador
Fundou em Paris – com sua esposa Amélie Gabrielle Boudet – um estabelecimento semelhante ao de Yverdun. Escreveu gramáticas, aritméticas, estudos pedagógicos superiores; traduziu obras inglesas e alemãs. Organizou, em sua casa, cursos gratuitos de química, física, astronomia e anatomia comparada.
Membro de várias sociedades sábias, notadamente da Academia Real de Arras, foi premiado, por concurso, em 1831, com a monografia Qual o sistema de estudo mais em harmonia com as necessidades da época? Dentre as suas obras, destacam-se: Plano apresentado para o melhoramento da instrução pública (1828); Curso prático e teórico de aritmética (1829, segundo o método de Pestalozzi); e Gramática francesa clássica (1831).
Kardec, o codificador
Foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar das mesas girantes, fenômeno mediúnico que agitava a Europa. Em Paris, ele fez os seus primeiros estudos do Espiritismo. Aplicou à nova ciência o método da experimentação: nunca formulou teorias pré-concebidas, observava atentamente, comparava, deduzia as conseqüências; procurava sempre a razão e a lógica dos fatos. Interrogou os Espíritos, anotou e ordenou os dados que obteve. Por isso é chamado Codificador do Espiritismo. Os autores da Doutrina são os Espíritos Superiores. A princípio, Rivail objetivava apenas sua própria instrução. Mais tarde, quando viu que tudo aquilo formava um conjunto e tomava as proporções de uma doutrina, decidiu publicar um livro, para instrução de todos. Assim, lançou O Livro dos Espíritos em 18 de abril de 1857, em Paris. Adotou o pseudônimo Allan Kardec a fim de diferenciar a obra espírita da produção pedagógica anteriormente publicada.
Em janeiro de 1858, Kardec lançou a Revue Spirite (Revista Espírita) e fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Em seguida, publicou O que é o Espiritismo (1859), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868). Kardec faleceu em Paris, em 31 de março de 1869, aos 64 anos, em razão da ruptura de um aneurisma. Seu corpo está enterrado no cemitério Père Lachaise, na capital francesa. Seus amigos reuniram textos inéditos e anotações de Kardec no livro Obras Póstumas, que foi lançado em 1890.