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segunda-feira, 18 de abril de 2011

DICIONÁRIO DA UMBANDA

O Dicionário da Linguagem Umbandista foi elaborado para orientar no entendimento de alguns termos usados.
Na Tenda de Umbanda de Ossanha, não usamos dialeto Yorubá, exceto alguns termos que nos são comuns na comunicação com as entidades. O Yorubá é um dialeto comumente usado no Candomblé,...e como nossa Umbanda Sagrada  é e esta no Brasil, não temos a necessidade de usar este dialeto Yorubá. Por isso temos uma linguagem simples e de fácil entendimento.
Dicionário da Linguagem Umbandista

A
Abaré: médium desenvolvido
Abaré-guassu:  grande trabalho
Abaré-mirim: médium em desenvolvimento
Abassá: Templo, Tenda, Terreiro, casa onde ocorrem os trabalhos e giras da Umbanda.
Adja: instrumento utilizado pela entidade chefe ou sacerdote, durante as giras para ajudar na incorporação de médiuns iniciantes.
Abrir a Gira: Iniciar os toques, trabalhos espirituais de todas as correntes e linhas..
Alguidar: vasilha ou travessa de barro, onde se coloca a comida de santo ou oferenda
Aldeia: Templo, terreiro, povoado, união ou conjunto de pessoas de uma mesma etnia
Amaci: Líquido preparado de folhas de ervas, macerados pela Iabá ou babalorixá ou Ialorixá, onde após preparado fica curtindo por alguns dias, dependendo da linha de Orixá ao qual se destina o Amaci. Este preparado somente pode ser utilizado para banhar a coroa da cabeça dos filhos com a Entidade Chefe do Terreiro, presidindo a cerimônia.
Amalá: comida de santo.
Amarrado: estado do indivíduo que se encontra perturbado e  influenciado por espíritos e forças maléficas que se agregam a ele e o prejudicam na vida material e espiritual, sugando suas energias e fechando seus caminhos para a Luz e a prosperidade.
Amuleto/ ou Patuá: Objeto feito artesanalmente  e cruzado pela entidade Chefe do terreiro, onde tem por finalidade dar a proteção ao indivíduo que o usa. Pode ser usado pendurado no pescoço, no bolso, preso à roupa, na bolsa ou carteira e até mesmo dentro do automóvel.
Aparelho: designa ao médium que incorpora as entidades espirituais.
Araruê- exu-êe: saudação aos Guardiões.
Araruê-as –damas: saudação as Damas.
Aruanda: Alta esfera, local onde habitam iluminados seres que viveram ou não no planeta Terra. Espíritos de Luz diretamente ligados com as 7 Divindades criadas por Olorum.
Atabaque: Instrumento utilizado para firmar a curimba durante as giras, através do Ogã.
Atô- tô: saudação ao Sr. Omulú.
Axé: Termo de múltiplas acepções no universo dos cultos: designa principalmente o poder e a força vital.

B
Babalorixá: Sacerdote masculino, chefe material do terreiro, orientador, curador e mentor. Denominado como “pai de santo”, dirige tanto o corpo administrativo como sacerdotal.
Baixar: mesmo que incorporar, entidade espiritual se comunica com os demais através do médium.
Banda: Lugar de Origem da Entidade.
Breve: o mesmo que patuá ou amuleto. Utilizado para proteção, pequeno envelope de pano ou couro, contendo uma oração ou imagem de santo.
Burro: o mesmo que médium. Termo utilizado pelos guardiões para se referir aos médiuns de incorporação.
Búzios: Tipos de conchas de uso recorrente na vida cerimonial dos terreiros. Especialmente servem às práticas do dilogun – sistema divinatório onde são empregados geralmente dezesseis búzios. Onde pode ser evocado o Ifá, feito somente pela mãe de santo, ou chefe espiritual do terreiro.

C
Cabeça maior: Pessoa de alta hierarquia no terreiro.
Camatuê: cabeça do indivíduo
Casuá: Casa, moradia ou Lar das pessoas/ ou (Cazuá)
Calunga Grande: Oceano, mar, praias
Calunga Pequena: Cemitério
Capangueiro: termo utilizado para designar os companheiros
Carregado: termo utilizado para denominar a pessoa que esta com má influência, com energias negativas,  baixa vibração mental e espiritual. A pessoa demonstra prostração, desânimo, mal estar,  medo, insônia, irritabilidade...
Casa das Almas: Pequeno cômodo com velas e imagens de Obaluaê, Omulú e preto-velhos. Local utilizado para fazer as orações e preces às Almas que necessitam.
Casa limpa: Templo ou moradia livre de más influências e demandas.
Catimbozeiro: termo utilização para  chefe do catimbó,  no sentido de feiticeiro das trevas.
Cavalo: O mesmo que médium, pessoa que incorpora.
Cera dos três reinos: São empregados para trabalhos de Umbanda sagrada. 1- carnaúba (Reino Vegetal), 2 – Abelha ( Reino Animal), 3 – Parafina (Reino Mineral)
Chefe de Cabeça: entidade chefe do médium, guia protetor.
Chefe de Falange: Entidade espiritual chefe da corrente vibracional de uma determinada linha.
Chefe de Terreiro: o mesmo que dirigente espiritual.
Chefe de Legião: Entidade de grande escala evolutiva espiritual, que descem nos templos representando os Orixás de uma determinada linha ou corrente vibratória.
Congal: / ou Congá: Local onde ficam as imagens e velas representando as Divindades e Orixás dentro do terreiro (Local sagrado).
Compadre: utilizado por alguns terreiros para denominar os guardiões ou Exus.
Consulta: Termo utilizado no atendimento da entidade com o necessitado.
Curimba: Pontos cantados na umbanda.
Curimbeiro: Médium que “puxa” os pontos durante os trabalhos das giras.

D
Dar Firmeza ao Terreiro: Defumar as pessoas, firmar a curimba, elevar o pensamento em Prece ao Alto,  firmar o congal, riscar ponto. São feitas sempre antes de iniciar as giras para impedir o acesso dos maus espíritos e más influências que podem tumultuar o ambiente.
Dar passagem: Ato que o médium faz para deixar que a entidade incorpore.
Dar passes: Feito pelos médiuns incorporados ou não. Tem a finalidade fluídica de renovar as energias do assistido, afastando más influências, invejas,..
Defumador: Composto de essências aromáticas, folhas e cascas, usado ritualmente em limpezas, descarregos e formas terapêuticas.
Dêllogun: Guia de pedras transpassadas em trança, que somente pode ser utilizado pelos sacerdotes, chefes, e pelo comando do terreiro.
Dillogun (Érìn dínlógun) – Nome dado à adivinhação com búzios que podem ser de 4 a 36 (mais comumente 16). Nesse jogo de Ifá as respostas ao oráculo são dadas pelos Orixás.
Demanda/ ou demandado: termo utilizado para designar um indivíduo que sofre um feitiço ou ataque espiritual das trevas, através da magia-negra elaborada por um encarnado ou desencarnado que tem a finalidade de prejudicar severamente o mesmo.
Descarga: o mesmo que limpeza astral ou material, feita através de banhos, passes, fundanga ou defumação para limpar a o perispírito do assistido.
Descarregar: livrar o assistido de vibrações maléficas, negativas ou trevosas.
Descer: o mesmo que incorporar a entidade.
Desenvolvimento: destina-se ao iniciante no desenvolvimento das faculdades mediúnicas de incorporação.
Desencarnar: deixar a carne, falecer.. morrer.
Despachar: Deixar em um determinado local os restos de oferenda e materiais magísticos, orientado pela entidade chefe.
Despacho: trabalho utilizado com materiais magísticos, orientado e comandado pelos guardiões que dele necessitam para acabar com as Trevas e seus trabalhos maléficos.

E
Egun: Espíritos trevosos, maleficientes, soldados das trevas e das sombras.
Encarnação: Oportunidade de habitar novamente a Terra,  tendo como vestimenta terrestre, o corpo carnal, emprestado por Olorum, para as novas missões e expiações do espírito encarnante.
Encosto: espírito inferior que se agrega ao encarnado, sugando-lhe as energias, vampirizando-o.
Encruza: O mesmo que encruzilhada, local onde é feita as oferendas e quebra-demandas aos guardiões/ ou exus. Que fica situado em vias de cruzamentos, vias férreas, local onde ocorre o grande campo vibracional da corrente dos Guardiões.
Entidades: o mesmo que espíritos.
Erês: nome dado a corrente de Cosme e Damião, às crianças.
Eparrêi: saudação a Iansã.
Espíritos Obsessores:  espíritos mal feitores, de baixa vibração astral, trevosos que se agregam e sugam as energias do Obsediado,..dando à ele maus sugestões, e más idéias que levam o mesmo a cometerem atos ilícitos, crimes e até mesmo a atentarem contra a própria vida.

F
Falanges: O mesmo que legião. Conjunto de espíritos de uma mesma faixa vibracional boa ou má.
Fechar a sessão: encerrar as giras e trabalhos espirituais com cantos e orações e agradecimentos.
Feitiço: Magia elaborada, o feitiço pode ser positivo ou negativo, dependendo de quem o faz.
Filho de fé: Pessoa que esta no terreiro.
Filho-pequeno:Termo de parentesco místico que se refere a um laço interposto pela iniciação entre um noviço e seu padrinho, gerando obrigações e deveres semelhantes aos do compadrio (vd. Mãe-pequena).
Firma: pedra em formato cilíndrico utilizada na confecção de uma guia.
Firmar: ato de concentração
Firmar Anjo de guarda: Fazer novena para anjo de guarda, entrar numa ligação luminosa mental com seu anjo da guarda, pedindo à ele Luz , Proteção e Forças.
Firmar Ponto: cantar a curimba, cantar as músicas referentes a cada Orixá, com harmonia, entusiasmo e cadência.
Firmar Tromqueira: Ato que somente pode ser feito pelo sacerdote ou um de seus comandados que possua ligação direta com os Chefes espirituais do terreiro, para acender as velas da Tromqueira/ ou Casa da Guarda, firmando a corrente da esquerda,..ou seja, a linha dos Guadiões e Damas que dão a proteção de todo o terreiro e dos filhos nele presentes.
Fluídos: emanações de energias positivas ou negativas.
Fundamentos: Leis de rituais, ação e atuação da Umbanda Sagrada.
Fundanga: Roda de Fogo, feita com pólvora, regida somente pelos Guardiões/Exus Chefes do terreiro.

H
Homem de Rua ou das Encruzilhadas: Referência ao guardião.

I
Iabá: Especialista no ritual, encarregada do preparo das comidas de santo, banhos e macerados dos Orixás.
Ialorixá: Sacerdote feminino, nome que se dá a Mãe de Santo, dirigente do terreiro.
Iaô: Termo que designa o noviço após a fase ritual da reclusão iniciatória
Ifá: Deus dos oráculos e da adivinhação. Senhor do destino. Há quem afirme ser sua representação a cabaça envolvida por uma trama de fios de búzios, ou na peneira de palha.
Ijexá: Nação

J
Jabonã: o mesmo que mãe pequena: Título honorífico feminino que corresponde à segunda pessoa na ordem hierárquica de uma casa-de-santo. Seu equivalente masculino é pai-pequeno. Diz-se, também, mãe ou pai-pequeno daquele que, ao lado da mãe ou pai-de-santo, encarrega-se da formação do iaô (vd. Filho-pequeno).

K
Kaô- kabecilê Xangô: saudação a Xangô.

L
Legião: o mesmo que falange.
Lei da Umbanda: Fundamentos e religiosidade, seguindo o evangelho e ensinamentos do mestre Oxalá.
Linha: faixa de vibração da falange de uma determinada corrente de um Orixá.
Linha Cruzada: entidades espirituais luminosas, atuantes no campo vibracional da corrente de mais de um Orixá.
Linha das Almas: entidades da corrente africana que irradiam na linha de Preto-Velhos e Obaluaê.
Linha de Cura: corrente de entidades que podem irradiar na linha de Oxossi, Obaluaê, Preto-Velhos, Oriente, que trazem a função e o conhecimento da medicina, atuando no tratamento com ervas, banhos, e cirurgias espirituais ao assistido.
Linha do Oriente: Corrente de entidades espirituais de características e afinidades com povos do oriente e ciganos.

M
Macaia: Folhas sagradas, local onde se reúnem os filhos do terreiro para trabalho na mata.
Madrinha: o mesmo que mãe de santo. Também utilizado para designar o apadrinhamento através do batismo, no filho de umbanda.
Mandinga: feitiço negativo, encantamento, também praga rogada em voz alta.
Manifestação: transe mediúnico, incorporação.
Marafo: aguardente.
Matéria: corpo físico.
Médium: pessoa que possui faculdade mediúnica. Tarefa ou missão específica no trabalho da caridade servindo de instrumento na comunicação com os Espíritos ou Plano Espiritual.
Mesa Branca: termo usado nas sessões espíritas kardecistas, feitas ao redor de uma mesa, somente para Evangelização e comunicação passiva espiritual.
Morada de Égun: Local onde estão habitando vários éguns e espíritos das sombras,..onde com o passar do tempo, formam-se verdadeiros Impérios das Trevas.
Mironga: Segredos, mistérios,..

O
Obatáláa/ ou Êeebáabá: saudação a Oxalá.
Odôociàbáa: saudação a Iemanjá.
Ogã: Título honorífico conferido, seja pelo chefe do terreiro, seja pelo sacerdote incorporado, aos beneméritos da casa-de-santo, que contribuam com sua riqueza, prestígio e poder, para a proteção e o brilho do àxe (vd.). Esse tipo de titulatura admite uma série de especificações que abrangem, desde cargos administrativos, até funções .rituais em que firma a curimba no Atabaque durante as giras do terreiro.
Ogunhê: saudação a Ogum.
Ora-iê-íêum: saudação a Oxum.
Ori: cabeça.
Orixá: Termo usado para denominar uma Divindade criada por Olorum/ Deus. Um Orixá JAMAIS incorpora nos médiuns. Exemplo: Oxalá (Jesus) jamais irá incorporar em terreiro algum, assim como os demais (16) Orixás sendo 7 as Divindades.
Orixás cruzados: termo usado para determinar uma entidade que pertence a corrente de duas linhas.
Orixá de cabeça: Termo usado para determinar o Santo de cabeça, Pai de Ori, ou Orixá que rege a cabeça de um determinado filho de Umbanda.
Orixá de frente: o mesmo que Orixá de cabeça.
Orì- BA báa : saudação aos ciganos.
Okê aro Oxossi-ê: saudação a Oxossi.

P
Padrinho: nome usado para designar o pai de santo,..ou para nomear o apadrinhador do batismo do filho de Umbanda.
Pai Pequeno: vide Jabonã, mãe pequena.
Patuás: objetos cruzados ou consagrados pelas guia chefe, utilizado para proteger o assistido, contra forças maléficas e energias negativas. Ele pode ser feito de sementes, cruz de caravaca, estrelas de anis, fumo de corda, búzio, pedaços de ervas e orações, embalados em tecidos de couro ou de pano.
Perna de calça/carça: o mesmo que homem.
Pemba: Giz utilizado no terreiro para riscar pontos pelas entidades.
Pito: cachimbo, charuto ou cigarro.
Ponteiro: Pequeno punhal ou também pode ser feito de metal, utilizado em cima do terreiro como “pára-raio” feito para proteção pelos Guardiões.
Ponto cantado: o mesmo que curimba, músicas cantadas com energia positiva, entusiasmo e cadência nos trabalhos e giras.
Ponto de abertura: ponto ou curimba cantado na abertura das giras.
Ponto de chamada: curimba cantada para evocar as entidades da linha do Orixá correspondente.
Ponto de defumação: curimba feita para o momento de defumação dos filhos.
Ponto riscado: Desenho cabalístico de figuras feito pela entidade para firmar o ponto com uma pemba, feito na firmeza da corrente do Orixá correspondente.
Porteira: Local destinado à oferenda dos guardiões. Pode ser porta de cemitério ou porteira de fazendas ou chácaras em estradas de terra.
Povo de Encruza: Guardiões/ exus
Povo de rua: guardiões
Preceito: Determinação. Prescrição feita para ser cumprida pelos fiéis.
Puxar o Ponto: iniciar a curimba.

Q
Quartinha: Vaso pequeno de barro, utilizado para colocar água de descarrego do ambiente.
Quebrar-demanda: Neutralizar, desmanchar maus feitiços feitos pelas trevas. Somente com o respaldo do Guardiões uma demanda pode ser quebrada. Somente os guardiões tem o poder de neutralizar as forças das Trevas.
Quebra de Quizila: momento em que o filho sai da irradiação de um determinado Orixá devido ao estado de vibração mental que o filho se encontra, e passa a entrar na irradiação profunda e verdadeira do seu Orixá  Pai de Ori.
Quimbanda: Magia negra, trabalhos e feitiços feitos pelas trevas para fazer o mal e sacrifícios de animais.
Quiumbas: de baixa vibração do mundo das sombras, que atuam escravos dos Impérios das Trevas. Subordinados de baixo escalão e incessantemente na Terra, obsedando encarnados e desencarnados que não possuem esclarecimento e proteção espiritual e Divina.
Quizila: estado em que o filho de santo se encontra totalmente irradiado por um determinado Orixá , que acaba por “encobrir” a irradiação do Orixá de Ori verdadeiro que rege a cabeça do filho.

R
Rabo de saia: termo designado às mulheres.
Roda de Fogo: o mesmo que fundanga, feito com pólvora somente pelos Guardiões.

S
Salve o grande povo da Bahia: saudação aos Baianos.
Sessão espiritual: o mesmo que sessão de Umbanda, trabalho espiritual iniciado no terreiro pelos nossos amigos benfeitores.

T
Tromqueira: o mesmo que casa da guarda.
Tuia: pólvora.

X
Xéetuáa: saudação aos Boiadeiros.

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